quarta-feira, 17 de setembro de 2014

EINE KUR IN XANGRI LA




Os alemães, suiços, austríacos, europeus em geral, são fascinados por reservarem alguns dias por ano para uma " Kur".
Não creio que isso seja do gosto da maoria dos brasileiros, que gostam mais de ruído, badalação, tres beijinhos, alegrias contagiantes e coisa e tal. Não condeno. Também já gostei.
Kur é ir para um lugar sossegado, poder ser numa Kurhaus, onde terá  cuidados, águas , alimentação correta, terapias.
No momento estou brincando de Kur em Xangri La mesmo. Saladas, frutas, sucos, peixes, nada de  noticiosos, mas sim " petites promenades". E longos silêncios.
Longos silêncios.

AS GRANDES VANTAGENS DO CONGLOMERADO XANGRI LA - CAPÃO DA CANOA

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( FOTOS DO SITE PRAIA DE XANGRI LA)
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Minhas estadas em Xangri La resumiam-se a minha casa, supermercado e SABA ( para jogar tênis).
Minha mullher convalesce de um tratamento médico ( ela está  bem), mas estava precisando de repouso e fisioterapia.  Dei um tempo ao escritório e à estância e, acompanhados de nossa secretária do lar, nos tocamos para Xangri La.
O primeiro  passo foi arrumar uma fisioterapeuta. Encontrei em Capão da Canoa, que está coladinha a Xangri La, são só 5 kms..  É tudo de bom: pontualidadde, carinho no atendimento. Fácil de chegar, não há engarrafamentos, nem correrias.
 Aproveitei para ver  se colocava um mega split  na parte térrea de minha casa. Há vários estabelecimentos: deram-me, prontamente, orçamentos e informações.
Levo Maristela todos os dias para sua fisioterapia em Capão. Nada de tranqueiras. A cidade está  em grande progresso e, pelo  que vejo, emprego pleno.
Fui atrás de uma oficina de conserto de aparelho de som. No outro dia me entregaram arrumadinho e por preço infinitamente menor que P. Alegre.
Estou encantado ao ver esse outro  lado que não conhecia. No Supermercado os rapazes do açougue já sabem do que gosto. No Posto de Combustível já vão direto na bomba do diesel S10 Os moradores fixos  me relatam que não saem daqui de jeito nenhum.
Pelo fluir do trânsito percebo que  o pessoal é calmo.
Mais uns dias e Maristela volta a trabalhar.  Esses dias aqui  lhe fizeram um bem enorme.
Isso aqui é um verdadeiro Spa. 
Nós dois já sabemos, fora de qualquer dúvida, onde vamos morar depois de pararmos de trabalhar.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A ELEIÇÃO EM QUE SIMON RECONHECEU A DERROTA ANTES DO TEMPO

Eu recém fora promovido a P. Alegre. Meu amigo Ivo Gabriel da Cunha, juiz eleitoral em P. Alegre, me convidou para o auxiliar no procedimento de apuração dos votos no Gigantinho. Anos 80.
Votação em papelzinho colocado na urna.
No  Gigantinho  miles de mesas com escrutinadores, geralmente funcionários públicos. Abria-se o malote com os votos e se os despejavam sobre a mesa. E dê-lhe contar manualmente. Em redor das mesas, os fiscais dos partidos. O PT recém engatinhava. Fazia dois ou 3 votos por urna.
E assim ia a coisa. Até que meu amigo de infância André Cecil Forster,já falecido, do MDB, me sussurrou:
- o Simon deu uma entrevista reconhecendo a derrota para o Jair Soares , do PDS e se mandou para Rainha do Mar,
Os fiscais do Simon debandaram. E a apuração continuou...
Ficaram só os do PT e os do dr. Jair.
Bem no  fim a diferença não foi tão grande.
O que deu para a gente garantir de lisura da apuração a gente fez.
O que deu...
Até hoje fico matutando: o que ganham os  que reconhecem a derrota antes do tempo?
Naquela época era fácil, muito fácil manipular os mapas....

domingo, 14 de setembro de 2014

ACONTECEU EM UNISTALDA NA SEMANA FARROUPILHA


O sucedido deu-se uns 20 anos atrás.
Eu " arrecém" estava engatinhando na Pecuária, nem havia chegado aos primeiros mil hectares. Mas, todo lampeiro e pimpão, comprei pilchas ( que nunca soube harmonizar), coloquei uma de minhas éguas num caminhão e fui com meu capataz participar do desfile de 20 de setembro na cidadezinha de Unistalda.
Era um fervo de homens, velhos, crianças, mulheres, gurias, piás, tudo montado a cavalo.
Juro pelo meu deus Wotan que só um que outro doente e as pessoas de mais de cem anos e as crianças de colo  não estavam de a cavalo.
E eu  todo prosa em cima da égua.
Até que se achegou me vizinho Elizeu de Jesus e me disse:
- doutor, apeie e vá até o palanque que o prefeito está " le" chamando.
Pois é, todo o município desfilou e a assistência acabou se resumindo ao prefeito e eu sobre o palanque. 
Por essa e por outras é que os comunicadores que nunca tiraram a bunda de P. Alegre deveriam visitar a campanha para não amaldiçoarem a gauchada.
O desfile é uma verdadeira religião.

sábado, 13 de setembro de 2014

A POLÊMICA DE LIVRAMENTO -CONSIDERAÇÕES FINAIS DE MEUS LEITORES


 

Caro Dr. Ruy,

 

                 A postura da magistrada e parte da imprensa  revela a  intolerância dos “tolerantes”. Guardiões do bem, travestidos de defensores das minorias, que mostram todo o seu ódio e seu rancor em nome da “igualdade” e contra os “preconceitos”.

               Mas a juíza e a imprensa, em geral, não se ativeram em observar quem  são em sua grande maioria os freqüentadores dos CTG’s e até desconhecem como se formam  nas cidades e no interior da Campanha Gaúcha. Os freqüentadores e formadores de CTG, que honram tradições são propriamente o povo . Famílias oriundas do meio rural, trabalhadores rurais, funcionários públicos, pequenos proprietários em regime de economia familiar etc..  É verdadeiramente a massa da população. Não é a elite econômica ou latifundiários.

               O fogo no CTG, atitude brutal, no qual não concordo, foi uma atitude  sintomática de descontentamento com o Estado que está indo além dos limites. Um estado que está intervindo nas esferas mais privadas. O estado que está ditando como educar os teus filhos e impondo “guela abaixo”  mudanças comportamentais que as pessoas não concordam, em nome da hipocrisia do politicamente correto.

          Grande parte da população de Livramento e região indignou-se com tal afronta. Eu que transito no meio rural, não vi nenhum comentário a favor de um casamento gay no CTG,  muito pelo contrário somente comentários de repulsa e indignação . O povo se sentiu afrontado e a Dra. Juíza não quis ouvir a voz do povo.   Olvidou-se que esta região brasileira foi forjada na guerra e o germe da belicosidade ainda é muito presente, principalmente no gaúcho fronteiriço. Não duvide que haja mais incêndios.

 

 

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EDUARDO PICCOLI MACHADO

Advogado e Produtor Rural 
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Concordo plenamnte com suas palavras abaixo.
Todos adoram um bom pedaço de picanha, mas se ela vir no meio de um torta de morango estará fora do seu lugar, apesar de não perder seu valor.
 
Um abraço deste seu admirador
 
Sergio Bueno

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

LIVRAMENTO - SEGUE A POLÊMICA


Caro formador de opinião, Ruy Gessinger,

 

    Á base dessa polêmica há um sofisma ou erro clamoroso de direito: afirmar que justiça é igualdade simples. Ao contrário disso, ela é igualdade complexa. Consiste em tratar de forma igual (igualdade) os iguais e de forma desigual (desigualdade) os desiguais. Tratar de forma igual os desiguais (isto é, introduzir casais heterossexuais e pares homossexuais na mesma instituição do casamento) é injusto. Injustiça distributiva. Mas é o que o Judiciário Nacional continua a forçar, e a fazer, ultrapassando os limites suas funções, e à revelia do nosso bom direito. Decerto, esse direito (constitucional e infraconstitucional) é cheio de "preconceito medieval", de "moralismo cristão superado", aquém do "admirável mundo novo" a que é preciso adequar-se... "E a nave vai..." Para onde?

    Um abraço.

    José Nedel
( Nedel é Magistrado, jurista, filósofo, escritor)

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Caro  Ruy

Peço permissão para fazer minhas as suas sábias colocações.

Precisa fazer casamento gay em CTG?  Usos e costumes devem ser respeitados.

Porque não marcou o casamento (sic) na praça pública da cidade?

Abraço a todos.

Eliceu Werner Scherer
Advogado - santa cruz do Sul
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Prezado Ruy !

 

Tens toda a razão. Aliás, ontem, conversando sobre isso lá em casa, minha filha que me visitava, com o sexto neto, que fazia um mês, dizia que achava que a Juiza tinha razão e não via nada demais. Hoje no almoço ela me disse que pensou bem e que realmente é uma barbaridade. Com o que concordo. Acho que infelizmente essa juiza perdeu um pouco a serenidade que um magistrado deve ter, a meu juizo (que é serenar e resolver conflitos), e, movida não sei porque (espero que com boas intenções e que apenas não se deu conta da repercussão do seu ato), praticamente está patrocinando ese affaire que só vai trazer mais coisas ruins para  a imagem de Livramento e do Rio Grande do Sul. Hoje de manhã o jornal já dizia que a Ministra Ideli Salvatti vai se despencar de Brasilia para assistir a cerimonia (provavelmente dará as bênçãos necessárias ao ato). Que um secretário ou secretária de estado daqui também vai. Será um circo....

 

Ora, eu não sou contra a união civil entre pessos do mesmo sexo, até porque não adiante ser contra, pois o Supremo já encerrou essa questão com uma decisão. O que me parece faltar no caso é o famoso " se liga..." O fato, que vai acontecer,  não vai trazer nada em benefício de ninguém. Ao contrário, vai servir para acirrar ânimos e dividir uma comunidade pacífica, que vive bem (a gente que é do interior sabe como é isso) e que a partir de agora vão ter de se preocupar com mais essas bobagens (repito, não a união civil em si, mas com a repercussão).

 

Casem-se, juntem-se, amiguem-se. Façam o que quiserem. Mas para que afrontar ? Aliás, sem querer pré julgar, mas ouvi do presidente do Movimento Tradicionalista  Gaúcho que o refeferido CTG não é nem filiado ao Movimento. Leio que seu presidente é político com mandato de vereador, o que não o diminui, mas deixa a gente com a pulga atrás da orelha.

 

Se eu morasse em Livramento, teria reunido umas trinta pessoas, faria uma arrecadação e alugaria um salão bonito para fazer essa cerimônia.Convidaria toda a cidade e bem provavelmente iria um montão de gente, o que deixaria muito feliz todos os participantes. Mas não, tinha que ser num CTG.

Parece que realmente mais importante para alguns é criar um fato politico do propriamente juntar legalmente os dois (ou as duas).

Um abraço

 

Hermes Dutra

 
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Ruy,

                Bem o dizes. Acrescento, respeitando as opiniões em contrário: juiz não pode buscar notoriedade e sim credibilidade perante uma comunidade. A MM. sabia, naturalmente, ou bem poderia avaliar da repercussão de sua decisão. Hoje está sob os holofotes, mesmo que esta não tenha sido sua pretensão. Alcançou os tais conhecidos 15 minutos de fama, como se diz popularmente. É preciso ter sensibilidade quando se atinge tradições, mexe-se com o emocional das pessoas, como ocorre, por exemplo,  em campos de futebol. Realizar um casamento coletivo em CTG, tudo bem, nada de mais. Veja, todavia, que segundo a rádio Gaúcha, no programa Sala de Redação de hoje, nada mais nada menos do que seis instituições, ao saberem de que haveria casamento entre casal (is) homoafetivo(s), desistiram de franquear suas dependências. Um permaneceu e teve-as queimadas, fruto, provavelmente, de incêndio criminoso, temendo-se por maiores consequências no próximo sábado, porquanto a MM. manteve seu propósito de realizá-lo no alvitrado CTG. Hoje está sob escolta, protegida, com brigada armada na porta de seu gabinete, segundo o relato, e provavelmente em sua morada. É o preço quando se mexe com tradições. Da mesma forma, penso que faltou sensibilidade quando menino Bernardo, de 11 anos, foi pedir socorro junto ao foro. Deu no que deu. Devemos sempre honrar e dignificar a magistratura, em particular, o Ministério Público, os Conselhos Tutelares, enfim, os poderes constituídos, mas os detentores de poder, humanos que são, também erram e devem ter a grandeza de reavaliarem suas decisões, não esperando que somente instâncias superiores o façam.
LUIZ AUGUSTO BECK
ADVOGADO , PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, ESCRITOR

A POLÊMICA DE LIVRAMENTO - MAIS COMENTÁRIOS


Pra mim, essa coisa de casamento gay é uma tremenda frescura!

 

Tenho dito.

 

Como eu não sou bobo (não muito) fico com o Juiz Federal e o Dr. Gessinger.

 

Abraços do Ivan Saul - Curitiba PR
 
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Muito certo e bem colocado e com nossa inteira concordância.

A afronta é total e sem medidas

Nesse episódio, mostra o que esta transformado e estão transformando o Brasil, quando uma 'representante' do Poder Judiciário se 'empenha' numa 'CAUSA PRÓPRIA', já não se tem, muito, em quem confiar e em quem esperar....

 

Abs.

 

José Cândido

 

Santiago/RS
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Caro Ruy e amigos;

Escrevi isso no Expresso de hoje:

 

Remédio

ou veneno?

 

Bem eu disse que a história do casamento coletivo em Livramento seria um remédio muito forte para um mal secular. Querer acabar com o preconceito adotando medidas radicais é jogar gasolina no fogo. Aí veio a repercussão: nenhum um casal gay quer mais se casar no CTG, a não ser os héteros.

(João Lemes)
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Salve Brilhante Ruy.
Hoje dificilmente entro em polêmicas.
Mas, quando a Ditadura das minorias se torna
cruel, penso que posso pensar, pensar e dizer.
Assino  em baixo o teu texto e o do David.
Posturas velhas, como diz um nobre colega,
e que devem ser removidas, são as posturas
de Sodoma e Gomorra, da decadência da hegemonia
grega e do Império Romano onde proliferavam
as hoje chamadas 'MINORIAS". Logo, são elas
as bolorentas posturas que agora querem forçar 
as próprias bases que sustentam grupos, CTGs etc
E até, como disse alguém, os italianos vieram enganados
e se tornaram escravos dos Fazendeiros dos Cafezais
de São Paulo, nem por isso estão reivindicando a 
REDENÇÃO,  pois, seja por cultura ou por sedimentação
de raça, eles mesmos buscaram sua redenção. Assim,
os alemães, os japoneses, etc..
 E se queremos nos redimir da mancha da escravidão, não é, através
de cotas, empurrar  dentro das faculdades, quem deveria
ser preparado na base.É no ensino fundamental que devemos
investir, para modificar a cultura e não na faculdades, onde 
dificilmente os favorecidos se garantirão em maioria, prejudicando quem
investiu tempo, esforço e dinheiro na preparação para
vestibulares descentes!
Enfim, Amado Ruy, são os desafios de nossos tempos, principalmente
para nossos filhos e netos. Espero que lhes oportunizamos uma
plataforma digna e criada com nosso esforço e não 
por perversos favoritismos...
Aquele abraço
EUCLIDES RIGO
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Estou com você, Ruyzão É provável que em Livramento e Rivera não haja ginásio de esportes. ou outro lugar melhor para o casamento gay. Abs.
Des. Juracy Vilela
GM de Honra do GORGS
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Neste tema, me aparto da maioria para apoiar a juíza Carine, respeitando os pensamentos em contrário.
A mensagem dela, postada hoje no Espaço Vital, foi perfeita, foi lúcida, revelou alguém ou pouco adiante do seu tempo.
Ao contrário do que consta abaixo, ela não está “discutindo” com o colega Adel, o juiz federal que resolveu criticar publicamente o ato da magistrada.
Talvez o argumento dele, de que ela quis “aparecer”, caiba, sim, a ele próprio: buscou aparecer mediante uma crítica imprópria, ofensiva, discriminatória, corporativa, oportunista, conservadora e injusta à colega.
Imprópria porque ele não é corregedor da magistrada, não tem que tecer críticas públicas à forma como uma juíza estadual exerce jurisdição. Queria ver ele criticar um juiz federal.
Ofensiva, porque sua crítica teve a intenção indisfarçada de “puxar as orelhas” da colega estadual, chamando-a ainda de adolescente e de birrenta.
Discriminatória, porque o próprio Adel permite que se extraia de sua crítica que a juíza agiu mal por ser jovem e, quem sabe, por ser mulher (não entende destas coisas de CTG e de gays?).
Oportunista, porque o juiz federal aproveitou-se do momento polêmico para, ele, sim, aparecer, através da crítica a uma juíza que já vivia um momento tenso em sua carreira.
Corporativa e conservadora, porque o Adel, este sim, deixou a entender que juiz não tem que se arvorar a melhorar a comunidade onde presta jurisdição.
Injusta, pois  aposição assumida pela juíza, ainda que desgoste a alguns, é digna de aplauso, quando sabemos que o Poder Judiciário em geral omite-se de assumir um papel mais transformador e qualificador nas relações sociais.
Para o Adel, um juiz deve limitar-se ao gabinete, despachando e sentenciando, fazendo audiências, quietinho, sem alardes, quase anônimo. Não pode interferir nas relações sociais.
A juíza discorda, revela uma idéia de dimensão bem maior e mais respeitável à função do juiz. Defende que o magistrado aja, interfira, contribua para a melhora da sociedade.
Um mundo melhor nascerá de juízas como a de Livramento e não de juízes como o Adel.  Se ela é adolescente e birrenta, ele poderia ser catalogado como?  Velhaco? Conservador? Atrasado?
Acrescento à lista do Ruy, abaixo, um outro dever de todo juiz:  o de respeitar a forma como os outros juízes exercem sua jurisdição.
O Adel perdeu uma oportunidade de seguir o próprio conselho que deu, ficando quieto. E recebeu uma resposta em altíssimo nível da juiz da Livramento.
Para esclarecimento: o CTG foi ofertado e disponibilizado pelo patrão, para sediar as cerimônias de casamento, em razão do espaço de que dispõe.
A juíza, que não escolheu o CTG, aceitou a oferta. E não teria nenhum motivo para agir diferente.  Se o fizesse, aí, sim, estaria cometendo discriminação com o MTG.
Meus aplausos à juíza de Livramento. Ela mostra que, em alguns locais e contextos, certos conceitos que datam da Idade Média ainda custam a ser superados.
Eu ficaria bem mais tranqüilo tendo um processo em que fosse parte julgado pela juíza estadual Carine do que pelo juiz federal Adel, tenham certeza.
Marcou ela muitos pontos por sua postura firme, altiva e adiante do tempo em que vivem certos habitantes de uma comarca que, por ironia, chama-se Santana do Livramento.
Rogério GUIMARÃES OLIVEIRA


 

A POLÊMICA QUE SÓ PREJUDICA A IMAGEM DE LIVRAMENTO. OU NÃO ?

Para começar, ´palmas ao  David Coimbra, em ZH de hoje.
Assino em baixo.
Pombas, por que casamento gay num CTG ?
Ou, porque  cenas de nudismo numa sinagoga?
Ou, porque filme pornográfico numa catedral?
Ou por que abater um animal e o desossar no pátio de uma escola?
Outra coisa: eu, como juiz ainda jovem, tive um ou dois surtos de estrelismo midiático. Suo e coro de vergonha disso até hoje.
Juiz de Direito  não deve se expor muito.Se a vontade for incontrolável,  saia do cargo e vá fazer o que quiser.
Juiz não pode ter comportamento  duvidoso. Acho que juiz não deve beber demasiadamente, muito menos em público.E assim por diante.
O Juiz  julga os outros. Pensem bem nisso: julga os outros. 
Me desagrada essa de forçar a barra justo em Livramento, justo num CTG. Eu só entrei duas vezes em CTG, não sei dançar , muito menos a chula.Nada tenho contra gays etc, cada um faz o quer quer, desde que não infrinja a lei. 
Nessa discussão entre a Juiza e o dr. Adel, juiz federal, fico com este.
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COMENTÁRIOS

 

Sou contra a homofobia, aliás, sou contra perseguições de pessoas, de minorias, por qualquer motivo, todos são iguais perante a lei, porém, o me indigna é uma minoria ruidosa postular status de super cidadãos, acima dos demais. Tenho dificuldade de entender essa juíza, se está bem intencionada ou só quer aparecer. Sou da velha guarda, guando juiz só se manifestava nos autos, mas os tempos mudaram meus amigos, afrouxaram-se as rédeas, deu no que deu! E, infelizmente, vai piorar. Essa super exposição de magistrados vai dissolvendo a mística em torno da magistratura, o povão vai acabar perdendo o respeito e isso já está acontecendo com os sindicalistas e a justiça do trabalho, daqui a pouco chega à justiça comum, não vai ter efetivo policial suficiente para garantir o cumprimento das decisões judiciais. Abraço a todos!

 

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João-Francisco Rogowski


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Ao final da tarde de ontem me deslocava de Tramandaí a Xangri-Lá ouvindo a rádio Gaúcha. Falaram sobre esse assunto e foi ouvida referida Magistrada. Ela fez uma manifestação eu diria quase emocionado por estar sendo ameaçada. Não sei qual sua orientação sexual, mas isto me preocupa. Agora no JA ouvi a notícia de que uma decisão judicial mandou registrar uma criança, filhas de duas mulheres, a macho das ruais cedeu seu lugar a um homem. A decisão é no sentido que a criança tenha em seu registro o nomes das "duas mães, do cobridor e de seis avós. Como sou um burro velho ou velho burro, já não sei mais, conclui que num futuro distante e que felizmente não presenciarei, seremos somente uma grande família e aqui não vai alusão àquela novelinha da Globo das sextas-feiras.

O que me dizem?  jorge loeffler
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A POLÍTICA NA SUIÇA - QUAAANTAAA DIFERENÇA!


CONVERSANDO COM UM VEREADOR SUÍÇO

                    (Prof. Altair Reinehr)

 

     Pois lá já se vão quase 28 anos desde que passei um final de semana de outubro de 1986 em casa da Família Bucher (Fritz e Hanni), em Aezighofen, Meikirch, a 10 km de Berna, capital da Suíça. Eu era estudante no Goethe-Institut em Munique, Alemanha e a minha família anfitriã (Heinrich e Elfriede Seyfried) morava em Kolbermoor, a 60 km da capital bávara.

     Como o transporte ferroviário é muito eficiente naqueles países, é relativamente fácil vencer maiores distâncias em tempo reduzido. E assim, viajei bastante naqueles 3 meses, que lá permaneci. O motivo de ir à Suíça, era o de visitar dois ex-alunos - Roque Schwerz, de Maravilha e Elson Wandscher de Bom Jesus do Oeste - que faziam estágio agrícola naquele país.

     Os dois estagiários brasileiros e Frau Bucher - na hora e local marcado - estavam à minha espera na estação férrea central de Berna. Cumprimentos, e, logo empreendemos viagem até a propriedade rural dos Bucher, onde chegamos quando já era noite. A casa de madeira fora construída há 189 anos...! A propriedade era de 20 hectares de terra, na qual trabalhavam duas famílias... (...E ainda tinham em estagiário estrangeiro...!)

     Ao chegar à casa dos patrões de Roque Schwerz - era numa sexta-feira à noite -  o dono da casa, Herr Bucher, 72 anos, deu-me as boas vindas (Herzlich Willkommen), e disse que eu me sentisse em casa e não me importasse pela saída dele, neste momento, pois ele tinha um compromisso como vereador na "Gemeinderat" = Câmara de Vereadores. Agradeci pela cordial recepção e o septuagenário "agricultor-vereador" foi para onde o dever o chamava.

     Dia seguinte, sábado, às 09:00 horas, deixamos Aezighofen, e, num automóvel da família anfitriã - pilotado pela Sra. Hanni Bucher - empreendemos uma "tournée" pela Suíça, passamdo por Interlaken, Saint-Gotard Pass, Rhonne-Gletscher, Luzern e outros pontos maravilhosos daquele pequeno país, localizado no coração da Europa, que no mundo é visto como um exemplo de Paz, Democracia, de ordem e justiça social. .

     Retornando já à noite, tive a oportunidade de manter um prolongado "bate-papo" com Herr Bucher - um vereador dos agricultores suíços, da comunidade de Aezighofen - Meikirch, que foi, para mim, a mais notável "Aula-de-Democracia e Política", que eu tive ao longo da minha vida. Pedi a ele que me desse, um suma, uma noção de como funciona a Política e a Democracia em seu país.

     Herr Bucher não teve papas na língua e falou com segurança e convicção: "Na Suíça não há partidos políticos. Os "...partidos...", que aqui existem, têm mais a função de "grêmios", onde pessoas de profissões afins se encontram. Cada categoria profissional tem o seu representante e é na sede do seu sindicato (Gewerkschaft), onde tudo é decidido. Plebiscitos (Volks-Abstimmungen) são muito comuns. Nós temos na Suíça uma "Democracia Participativa" e não representativa...! O povo participa, diretamente das decisões. Os vereadores, os deputados cantonais (estaduais) e os federais não são remunerados. Quando a serviço da entidade, é o sindicato que os paga. E no seu retorno, devem dar um "RETORNO" àqueles, que representam. O mandato dum parlamentar tem "tempo máximo, não mínimo...!" E Herr Bucher continuou: "Eu já sou vereador dos agricultores pela quarta vez aqui na comunidade. Da última vez, fui à reunião do sindicato, não sabendo que a nossa cadeira na Câmara Municipal estava vaga e voltei vereador eleito...! A minha esposa, Hanni, já foi duas vezes vereadora pelas "Donas de Casa...!"

     Herr Bucher também queria saber algo sobre o "sistema democrático e político no Brasil...!" Falei. Ficou surpreso quando lhe contei que um funcionário público, quando aceita concorrer a um cargo eletivo, deve "licenciar-se 90 dias antes do pleito para tomar parte na 'campanha política'...!" (= Wahlkampf, que ele não sabia o que era...) Expliquei que é o período em que os candidatos vão ao encontro dos eleitores, expondo-lhes o seu plano de trabalho e pedir o voto. Indignado, observou: "Sim, e os eleitores não conhecem os candidatos...?! Não sabem do seu modo de pensar...?! Não sabem do que os candidatos são capazes...?! E daí vão importunar e molestar pessoas, durante o tempo de trabalho...?!  Para quê essa perda de tempo...?! E com ênfase, disse: "So ein Kerl würde ich mit den Hunden jagen...!" (= Um cara desses eu botaria a correr com os cachorros...!) (...E eu nem contei para Herr Bucher, que aqui também há os "cabos eleitorais" e que nos períodos, que antecedem as eleições, muitíssimos eleitores são acometidos por uma cíclica doença, que só é curável com "favores e dinheiro de candidatos...!")

     

     Na Suíça, sair a campo, pedir votos, molestar eleitores em horário de trabalho ou de descanso, é algo inimaginável. É ofensa! É desaforo! É coisa de lambaio desocupado...! E acho que até daria cadeia! De lá para cá - 28 anos - algumas coisas lá também mudaram. Até via internet já é possível votar... São as diferenças culturais...!!!

     Sim, os suíços não gastam tempo, nem "$apato$" numa eleição...!! O voto não é obrigatório, mas quem não vota, não está participando das importantes decisões, e como tal, não tem direito a reivindicar coisa alguma...! Isso é Democracia Participativa...! São as diferenças políticas...!

 

     Grato pela publicação, "na íntegra",

 

     Prof. Altair Reinehr

     (CPF: 033.467.499-91)

     Rua Santa Catarina, 120

     Fones: (0..49)3664-0156 e 8409-2931

     89874-000 - Maravilha - SC

     

 

     

 

 

 

MAIS DE 500 MIL ACESSOS

Nesta madrugada meu blog, em sua nova fase, ultrapassou os 500 mil acessos.
Como meu blog não é dado a concessões de baixo nível, surpreende-me sua aceitação.
Prova que  dá para a gente se esforçar e melhorar cada vez mais.
Sei que os que me acessam são pessoas finas e inteligentes e isso me encanta.
Um abração a todos!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O LADO DESCONHECIDO DE UMA EXPOINTER

Para início de conversa, a Expointer de 2015 começou ontem, com a volta dos animais para as estâncias.Começa a seleção dos animais que serão escolhidos para neles se investir.
Para você que é guri ou guria de apartamento,Expointer talvez signifique pegar seus ranhentos e ir no  meio dos bretes puxar a lã das ovelhas, tirar selfies com os touros, dar algodão doce para os cavalos que podem morrer disso. Mas você tá se divertindo, né meijmuu?
Para os animais e seus parceiros, nós, a coisa é diferente. Uma semana antes da abertura dos portões para os humanos em geral,eles saem lá da placidez dos campos e andam , em pé, dentro de um caminhão, por 500 ou mais kms.
Desembarcam e ficam se adaptando ao barulho, ao cloro da água, aos estranhos.
E a gente tem que se acordar 5 da manhã para pegar a estrada até Esteio. E estaciona sabendo  que é grande a chance de teu carro ser arrombado. Passa o dia no Parque, tendo chuva, sol, frio e calor, tudo num só dia.
Volta a P. Alegre já de noite, quando o trânsito não é mais tão louco.
E assim vão 14 dias.
Nesses dias que correm eu e todos os criadores estamos jurando que Expointer nunca mais. Chega.
Mas isso só até o fim do ano. Na medida que chega agosto já estamos bem faceiros querendo ir. 
Da minha parte, estou morto de cansado e não posso nem ouvir rádio, nem ler jornal, nem ver TV.
Estou quieto no meu refúgio. Vai custar a passar esse stress.
será que volto mesmo no ano que vem?

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SEU RUY, FALTA MUITO PARA VOLTARMOS PRA CASA?


Ontem à noite, lá pelas 10, depois da festa do Ile de France, dei uma passada nos nossos boxes. Uma das fêmeas está com seu cordeirinho. Ela dormia, mas ele estava acordado.
Como já lhes contei, com o tempo desenvolvi a difícil arte de falar só com os olhos, como quase todos nossos colegas animais fazem.
O cordeirinho me olhou e disse:
- daí seu Ruy, louco para que termine a Expointer de uma  vez? O sr. tá com uma cara de cansado.
- pois é, na verdade já tô   de saco cheio.
- bah, seu Ruy, como é que vocês gostam de cidade? é barulho noite e dia, gritos, buzinas, gente mal criada que fica bulindo com a  gente. Até as tetas da minha mãe quiseram segurar. O pastinho que nos dão tem gosto de gasolina e poeira, a água tem cloro.
- te acalma que ainda tens que voltar como borrego ano que vem..
- e por que não encurtam a Expointer um pouco?
- porque aqui no RGS é assim, tanto que " inauguram" a Expointer no seu final. Vai dormir, vai!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

NOTICIAS DA GESSINGER NA EXPOINTER

Pecuária Gessinger conquista premiações na Expointer Postado quinta-feira, 4 de setembro de 2014 ás 14:42
( BLOG DE RAFAEL NEMITZ)

A Pecuária Gessinger, de Unistalda, conquistou duas premiações na 37ª Expointer. Nos machos Ile de France, categoria borrego maior, a cabanha ficou em terceiro lugar. Já nas fêmeas da mesma raça, conquistou o terceiro lugar categoria ovelha.

Na foto, com os ovinos premiados, o capataz Luiz César, homem de confiança da família Gessinger. A Pecuária é administrada por Ruy, Maristela e Rudolf Gessinger. Unistalda também faz bonito na Expointer!


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

SOU COLORADO, MAS ESSA PUNIÇÃO CONTRA O GRÊMIO NÃO PODE SUBSISTIR

Em breves palavras.
Isso foi uma pena aplicada ao Grêmio, responsabilizado OBJETIVAMENTE por comportamentos de torcedores, que não agiram em nome e por conta do clube.
A pena é desmesurada, tendo em vista as prontas atitudes do Grêmio, por sua direção.
A pena aplicada contraria o princípio da legalidade de aplicação universal.
O órgão aplicador da pena atendeu à onda da mídia sensacionalista .
A continuar essa demagogia, em breve os clubes não poderão mais se apresentar em público, sob pena de um ou dois infiltrados, com gestos irresponsáveis, darem azo a prejuízos incalculáveis.
A Ciência Jurídica sofreu um revés hoje.
Se sou racista?
Claro que não!
Mas quero a primazia do Direito que levou milênios para ser construído.
deu pra entender ou tenho que desenhar?