domingo, 29 de março de 2015

DOMINGO DE RAMOS

Hoje fui na Catedral Metropolitana assistir ao culto e buscar as palmas bentas.
Um ramo para cada casa minha: em Unistalda, Porto Alegre e Xangri La.
Mas o domingo de ramos me traz  tristes lembranças.
Pueri Hebraeorum, portantes ramos olivarum, obviaverunt Domino, clamantes et dicentes: «Hosanna in excelsis.»




 


 Os meninos hebreus, portando ramos de oliveira ( vendo Jesus passar) o saudaram clamando e dizendo, hosanna nas alturas"
Como era lindo o Domingo de Ramos. Calculo que em poucos anos terão morrido todos os que tiveram sólida formação religiosa e assistiram cultos e missas em Latim. Hoje vi pouquíssimos jovens na Catedral. Quando desenterrarem nossa Civilização do uso da Semana santa para regabofes, bebedeiras, comilanças, os arqueólogos ficarão perplexos.
Mas o Domingo de Ramos de 1953, quando eu tinha 8 anos, nunca vou esquecer.
Bateram na porta de nossa  casa em Santa Cruz. Meu pai  atendeu. Um homem vinha avisar que meus avós Rudolf e Rosalia tinham se acidentado com seu carro ali na Picada Velha na hora de irem assistir à Missa e ambos estavam mortos entre as ferragens.
Foi a primeira e última vez que vi meu pai chorar.

sexta-feira, 27 de março de 2015

MUITO OBRIGADO UNISTALDENSES


A respeito do maravilhoso evento  que aconteceu no sábado passado, tenho um importante registro. Que povo amado e querido o de Unistalda!
As  pessoas , a maioria simples, mas inteligentes, todos entenderam que, ao dizermos que  é preciso dar prioridade aos músicos  locais, não estávamos dizendo que nunca foram prestigiados. Ao contrário, todos com quem falamos  disseram que foi boa a nossa idéia de que, de ora em diante deve se dar prioridade aos  nossos valores . E não, na hora do bem bom, chamar só gente de fora. É nossa intenção sempre inserir nossos valores , mas também diversificar os instrumentos, alargando para  sopros, teclados e intensificando a teoria musical.
E sempre registrar o belo trabalho feito até aqui com crianças e adolescentes, como já referi em post anterior.
E aos meus leitores, de fora da região, do próprio país e do mundo, digo que Beto Caetano é unistaldense e que ele, um dia, merecerá seu lugar como um dos músicos básicos do Brasil.
Quem viver, verá!

quinta-feira, 26 de março de 2015

O INTER ERROU DE AGUIRRE - 0 QUE CONHECE FUTEBOL ESTÁ EM SANTIAGO RS



O nome da fera é José Salmeron Moura Aguirre, o lendário "TRAMONTINA".  Ele foi, junto com o pranteado Prefeito e deputado Chicão um esplendoroso zagueiro. Falo do Cruzeiro de Santiago. O único que  conseguiu atacar o Tramontina  e não deixar jogar fui eu. E é já parte da História que numa dividida de bola  eu dei de ombro nele e o arremessei nas cabines de rádio. Isso em l975.
O Tramontina Aguirre é o cara que serve para o Inter. Sabe falar português, é brigadiano aposentado, com ele é assim: goleiro joga no gol; zagueiro que não sabe  sair jogando vai trabalhar de balconista ;com ele não tem esses tais de alas. Tem o centro médio que não pode  deixar ninguém entrar na área, nem que tenha que dar um carrinho nos bagos do atrevido. Tem os meias que tratam a bola por minha neguinha. E o centroavante que tem que chutar com as duas canetas. Com o Tramontina Aguirre o jogador só pode tomar uma latinha de Skol no intervalo.
Piffero, solta esse Aguirre falso e pega o Tramontina Aguirre de Santiago do Boqueirão..
Os salários deixa pra mim que eu pago.

quarta-feira, 25 de março de 2015

SOBRE A POST ABAIXO - ALGUNS COMENTÁRIOS



Interessante! Ontem de noite eu dizia aos meus alunos que por mais dinheiro que tivessem, não poderiam comprar conhecimento, muito menos sabedoria; que em nossa sociedade corruptível até poderiam comprar um diploma, mas jamais conhecimento. E tu me apresentas um valioso complemento: não há dinheiro que possa comprar o saber tocar um instrumento.
( Professora Lissi Bender - Unisc)
 
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Beleza!
A midia em geral inverteu os valores por coisas sem valor algum, não, desculpa, ao valor de venda na vitrine do shopping!
Abs/DF
( Doroteo Fagundes, advogado, comunicador) 
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                                      A letra da música que cantávamos e batucávamos nessas ocasiões, em nossa infância/adolescência, era a seguinte:
 
                                                               “Os Três Reis quando eram magos,
                                                                 Se puseram a caminhar e
                                                                 Guiados por uma estrela
                                                                 Em Belém foram parar.              (bis)
 
                                                               O senhor dono da casa
                                                                Sobre a tenda de retros
                                                               De uma volta lá por dentro
                                                               Traga uns réis aqui pra nós”.
 
                               Aí, se nos davam algum troco, agradecíamos, cantando assim:
      
                                                               Obrigado pelos réis,
                                                               Dados de tão boa gente,
                                               Que Nossa Senhora lhe ajude
                                                               E os anjos lhe acrescentem.
 
                               Todavia, se nada nos davam, não acendiam as luzes nem vinham ao nosso encontro, cantávamos assim:
 
                                                               Esse barba de farelo,
                                                               Não tem nada pra nos dar,
                                                               Tomara que nunca tenha
                                                               Um cigarro pra fumar.
 
( Luiz A. Beck da Silva, professor, jurista)
 

 
 
 


 

SERÁ QUE TODAS AS MUDANÇAS TECNOLÓGICAS VIERAM PARA MELHORAR NOSSAS VIDAS ?

Uma das coisas mais adoráveis, para mim, é ouvir  uma pessoa tocar um instrumento. E sempre lhe pago regiamente. Sim, porque o cachê do artista, por principiante ou autodidata que seja, É O SILÊNCIO .
Me lembro, anos atrás, eu estava tocando para uma roda de pessoas, um circunstante começou a falar alto e a bradar: parei no meio, ensaquei  meu violino e pedi desculpas por atrapalhar a conversa .
Mas não sei porque, se é por causa da semana santa que vem vindo, me lembro das serenatas que fazíamos para as famílias de amigos e para as gurias, na minha  terra natal, Santa Cruz e, até dez anos atrás, em Xangri La.
Lá pelas 8 da noite saíamos rua a fora para tocar na casa dos conhecidos. Era aquela alegria,nos davam algo para beber e saíamos em frente até altas da madrugada.
Surgiram as famigeradas novelas que fizeram as famílias pararem de rezar antes da janta , cortando o diálogo entre  pais e filhos.
Mas agora a tal nova Deusa chamada Internet não se contentou em ser útil para a pesquisa, para os negócios, para a rápida comunicação.
Não, essa " deusa" manda nas casas, nas refeições está todo mundo teclando, ninguém fala mais com ninguém.
Agora imagina a cena: eu chego com minha turma numa casa e começo a tocar lá na calçada. Nem vão me abrir a porta, muito menos ouvir.
É mais provável que chamem o 190.
Solução: cada um tem que tocar para si e para os filhos e netos bem pequeninhos ainda.
Mas tem um galho: é capaz de o bebê aparecer com um tablet cujo teclado toca sozinho.
E poderão dizer: para que  estudar 7 anos de violino se eu digito aqui e já sai o som?
Eu respondo: por mais dinheiro que tu tenhas não tens como " comprar" tocar um instrumento.

segunda-feira, 23 de março de 2015

BELO EXEMPLO DEMOCRÁTICO EM UNISTALDA

Há anos, sem qualquer intuito demagógico, vinha cantando e exaltando esse lugar tão lindo. E , na canção cujas letra e música compus - Unistalda Terra Buena
veja e ouça em 
 
http://www.novapauta.com/2011/06/coral-de-unistalda-canta-ruy-gessinger.html


expus meu amor. Aqueles campos, aquela gente, mudaram minha vida.
Sempre sublinhei que é um povo pontual nos negócios e muito educado.
Nessa festa do PMDB, em que se colheram filiações, entre as quais o de minha mulher Maristela, a paz reinou. Nenhum incidente, nenhuma provocação, nenhum desentendimento.
É por aí, meus amigos.
Quando da Campanha Eleitoral não nos esqueçamos que  moramos no mesmo chão sagrado de Unistalda. Que podemos estar em campos opostos, mas jamais seremos inimigos.
Que se apresentem propostas e que o povo decida.
E depois,  quem vencer governe para todos.

domingo, 22 de março de 2015

RECORDANDO AS CRIANÇAS DE UNISTALDA QUE LEVAMOS PARA SE APRESENTAREM NA EXPOINTER

Que dia lindo. Não sei se eram as mesmas criaturinhas maravilhosas a que me referi na post de ontem
Mas me lembrei que, graças ao meu trânsito na RBS e na Rede Pampa, as crianças e  adolescentes de Unistalda ,acompanhadas por seus professores e a então prefeita, fizeram sucesso na Expointer. Nunca vou esquecer o abraço que aquelas crianças nos deram, de tanta felicidade. As crianças , os adolescentes, o povo não têm donos. Valem por si mesmos.
 
Maristela e a Prefeita


O Coral de Unistalda na Pampa


Na TV Pampa com P. Sérgio


Na sede do Ile de France, cuja presidente era Maristela, onde lancharam, sem custo para o poder público ou para  as crianças.

sábado, 21 de março de 2015

UM ARRASO A FESTA DA FILIAÇÃO DE MARISTELA GENRO GESSINGER AO PMDB EM UNISTALDA














Às 10,30da manhã o  pátio da Associação dos Funcionários Municipais de Unistalda estava repleto de carros e o salão quase que tomado. Ao meio dia já estavam faltando cadeiras, pois imaginávamos que viessem umas trezentas pessoas, quando compareceram cerca de 500. Foi uma correria para  buscar mais carne , mas tudo deu muito certo.
Compareceram os Prefeitos de Toropi e Capão do Cipó, vereadores de toda a região, o Representante do Governador Sartori, o Deputado Gilberto Capoani, próceres do PMDB e um vereador do PDT.
Os vereadores Regina, Paulinho e Zeca de Unistalda foram incansáveis. Muitos homens e mulheres da população unistaldense serviram de  voluntários para ajudar a assar o churrasco e servir as pessoas.
Homens , mulheres, jovens e idosos, todos emocionados com os discursos proferidos e a certeza de que, na época em que a lei faculte a campanha eleitoral, muito  entusiasmo nos levará ao sucesso.
Outro momento emocionante que mostrarei em nova post foi a apresentação dos jovens talentos musicais de Unistalda, bem como de pessoas simples, que nunca tinham tido a oportunidade de se apresentar.
Rudolf e eu  tocamos umas peças aos violinos. Várias pessoas me disseram que nunca haviam  visto uma apresentação com esses instrumentos.
Até bebês compareceram, como se pode ver de uma foto.
Muito aplaudida a presença do vereador e comunicador Maci Ribeiro.

quinta-feira, 19 de março de 2015

SÁBADO MARISTELA GENRO GESSINGER FILIA-SE AO PMDB EM UNISTALDA


A democracia exige alternâncias e opções ao Poder. É justo que o Povo tenha opções. Que possa examinar os projetos e se decidir por quem quer para gerenciar a coisa pública.

Maristela é de família tradicional na região que abrange Unistalda, Santiago e  os demais Municípios da região. Durante anos vêm servindo ao Poder Judiciário em P. Alegre e hoje é Assessora do des. Guinther Spode. É concursada.

Maristela é uma administradora nata e pronta. Integra a Diretoria da Associação Brasileira de Criadores de  Ovinos ( ARCO ). membro do Conselho de Administração da ARCO, até 2016.Foi presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ile de France, entregando o caixa com um superavit nunca visto, além de  divulgar a raça mundo a fora, pois em duas vezes trouxe jurados da Europa para a Expointer.

Na Administração de seus negócios é uma vitoriosa.

Hoje a Pecuária Gessinger é o que é graças , em grande parte, a sua visão empresarial.

Maristela é simples, não tem luxos, é doce e de boa índole. Mas intransigente no que tange a boa fé, honestidade e pontualidade nos negócios.

Ela vai iniciar uma marcha na política unistaldense e regional. Tem fortes ligações em todos os setores. É jovem.

Posso afirmar que tem admiração por todos os partidos  com atuação em Unistalda, não tendo nenhum inimigo.

Com relação ao atual prefeito, o dr. Ribeiro, guarda muita estima e consideração.

Pede permissão, no entanto, à sociedade  Unistaldense, para ingressar na política de maneira propositiva, sem ataques, sem baixarias. E que o povo, serenamente, escolha o melhor caminho.

Agradece ao PMDB por a convidar a se filiar.

Como seu marido posso afirmar que Maristela não teria necessidade de abraçar essa empreitada. Mas seu amor pela Unistalda Campeira que nos recebeu tão bem e onde construímos uma empresa conhecida nacionalmente  falou mais alto.


 
 

quarta-feira, 18 de março de 2015

RESSOLANA - MAILS DE DOIS INTELECTUAIS - AULAS DE HISTÓRIA ATENÇÃO PROFESSORES


 

  O amigo e colega Des. Ruy Armando Gessinger - culto e amigo da terra que cuida como o jardineiro cuida da roseira, com amor e dedicação, estas fotos o comprovão, na sua fazenda, em Unistalda, sua dedicação aos animais, todos à sombra, na  "ressolona" na definição do grande poeta gauchesco o grande médico de Santiago, Dr. Aureliano de Figueiredo Pinto  - Li e já reli seus livros. Inclusive adoro as poesias que o Noel Guarani musicou e canta como poucos as coisas do campo e da região missioneira de larga raiz argentina. Eu entendi a "ressolona" quando fui Juiz em Itaqui, bem sobre o calorento Rio Uruguai, que levanta um bafo quente, e Itaqui, em linguagem tupi-guaraní, quer dizer "pedra dura". E durante o dia o sol bate e esquenta o solo e a pedra que fica logo abaixo do solo, pois, em Itaqui, para lavrar a terra, para plantar, tem que saber e conhecer, pois, o solo itaquiense nas proximidades da divisa com a Argentina, na margem esquerda do Rio Uruguai, a peda dura está logo abaixo da grama. De pouca profundidade já tem peddra. Por isso, os manobristas das caras máquinas compradas nas exposições, num rasgo de futuro e de aspiração do sonho, o fazendeiro compra e o operador da máquina, caríssima, mete a navalha, os ganchos traseiros ou a ceifa-trilha, contra a pedra, a rocha logo abaixo da grama e força a máquina e acaba por quebrar e lesar profundamente a máquina, causando um grave prejuizo ao fazendeiro, pois, estas máquinas cáríssimas são compradas a prazo, em leasing,  pelos bancos que estão nas exposições, ávidos e argentários para fazer negócios e vender máquinas  a prazo.

 

Como Juiz em Itaqui e nestes casos, de busca e apreensão de máquina agricola caríssima, comprada em exposição, em sistema de propriedade resolúvel, isto é, com alienação fiduciária e o fazendeiro nem sabe o que está fazendo com as pesadas prestações mensais ( já pensaram ele que não tem salário como na cidade e só faz dinheiro na safra ou na venda da tropa ou da lã) então ele não pode adimplir as prestações mensais.

 

 Eu vi, como Juiz, indo ao local, levado pela camionete rural do bom prefeito - ia ver pessoalmente e vi a coisa triste de uma máquina destas, modernas, sonho de todo o agricultor  e fazendeiro, quebrada, parada, no alto da coxilha, sem chance de sair e tinha que ser rebocada por trator com boa dose de força para tracionar a pesada máquina desde a coxilha até o galpão, para depois, ser levada de caminhão á cidade, para ser consertada. Uma missa terrível e um prejuizo. Verdade que o manobrista não estava preparado para dirigir  uma máquina destas, e ao encontrar com a navalha, com os garfos ou outro implemento agrícolal da máquina, a chamada "pedra-dura" do sub-solo de Itaqui, não sabia manobrar, não tinha paciência. Forçava, forçava até quebrar a máquina em local sensível que lesa totalmente a máquina, sem pode ser usada. Que coisa triste.

 

Então, eu como Juiz, sempre neguei a liminar de busca e apreensão da máquina ja comprada com alienação fiduciária, instituida no Brasil, quanto me lembro em 1969, pelo Decreto -Lei 911 - e negando a liminar de busca e apreensão liminar pelo inadimplemento de algumas prestações mensais, determinva, então, com base em Pontes de Miranda, veja só, onde eu fui parar em Itaqui ( eu tinha os 60 volumes do Tratado de Direito Privado do Pontes de Miranda) e ele me ajudou tratando da velha tradição do Código Civil de 1916 ( de Ruy Barbosa) quando escrevia sobre a compra e venda com reserva de dominio, tratada em dois artigos do C. Civil, de 1916, e onde nasceu o famoso decreto-lei   n°911, de 1969, que introduziu, o consórcio de automóveis, a venda com propriedade resolúvel, isto é, a alienação fiduciária, o que era totalmente desconhecido naquelas lonjuras campeiras do Itaqui Com o que no ensinamento anigo de Pontes eu fazia uma analogia e criava, lógico, criava e aplicava no novo instituto da alienação fiduciária e dizia no despacho  " que antes de retirar a máquina do comprador, do fazendeiro, era necessário rescindir o contrato de compra e venda"  Lógico que alguns advogados me chamaram de louco e que não cumpria a lei. mas sei que muitos processos, foram para no S.T.F.. pois, na época ainda não tinha o STJ, e sim, tinha o Tribunal Federal de Recursos, que conhecia da matéria de interesse da União. Outros tempos. Mas  fundamentava que o sentimento que presidiu a partes ao fazer o contrato  de compra e venda da máquina desejada, tinha sido no modo antigo, e não na nova e impactante legislação que ninguém conhecia, nem o Juiz e nem os advogados. Estou falando no ano de 1969, quando entrou em vigor a implantação da alienação fiduciária em nossa terra. Por isso tinha que criar e inventar e alguma base juridica o que busquei  em Pontes de Miranda.  .

 

Pois bem, falando em Itaqui  ( pedra-dura) devo dizer o sol esquenta a pedra dura logo abaixo da grama durante o dia, e à noite, é mais calor do que de dia, pois, à noite, rescende, vem o calor do solo aquecido, da pedra quente que foi aquecida pelo sol do dia escaldante no verão terrível de Itaqui que torra tudo.

 

Assim, também entendi,o motivo que levam os habitantes da pequena e atrasada cidade de Alvear, em frente a Itaqui, só que do outro do lado do rio Uruguai, na margem direita do grande Rio, na provincia de Corrientes, campo e campo, eles na    "ressolona" calor insuportável após o meio-dia, eles fecham tudo, param de trabalhar e não se movimentam e deitam e dormem a sesta. A "siesta" é uma instituição nacional naqueles campos infindáveis da Provincia de Corrientes, onde estão os correntinos, que os de B. Aires, não consideram Argentina e, sim acham que é o Brasil ou o Paraguai. O buenaerense é orgulhoso e não gosta dos correntinos e dos missioneiros, da provincia mais ao norte, a Provincia de Missiones.

 

Por isso, dormir a "siesta" é uma tradição espanhola, devido ao calor, por exemplo em Valência, Granada e outra provincias, onde os espanhóis, tem o chamado e milenar Tribunal das Aguas, de Valência, onde a chuva é escassa, chove pouco e a água é o bem maior da vida. Os cidadãos de bem se reunem na praça pública de Valência e decidem sobre o uso da agua e seu aproveitamento, sempre, dividindo a tal ponto que o vizinho não prejudique o outro ou que alguém fique sem água, e são peritos nas presas de agua, nos aqueductos  (tradição romana milenar), e tudo o mais que concerne ao uso e consumo da água.

 

Nério "dos Mondadori" Letti
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Caro Ruy e demais importantes confrades
Veja-se que dois gansos dormem e um está alerta. Acho que é uma característica desses animais.
Os cães, que ouvem até 40.000 vibrações por segundo, facilmente despertam do sono. Com essa acuidade elevada, eles podem ouvir sons que ocorrem a considerável distância.
Se bem lembro, os humanos ouvem até 15.000 vibrações por segundo, e abaixo de 35 ou 40 vibrações é tudo silêncio.
Abraço a todos.
Eliceu Werner Scherer
 
 
 

  

A RESSOLANA . É PRECISO RESPEITÁ-LA








Claro que POUCOS, quase ninguém, nem  mesmo nessa região, nem em lugar nenhum, leu Aureliano de Figueiredo Pinto. Ficam felizes e se jactam que viveu aqui, mas não o leem.Eu tenho provas disso.
Deixando isso para lá,ele descreve bem as ressolanas em Memórias do Coronel Falcão.
E  eu lhes digo: ressolana  é quando são 2 da   tarde, na campanha, a temperatura é de mil graus e aí para tudo, os átomos não se mexem mais, nem os das cobras e lagartos.Só nas cidades.
Hora de sestear. Hora da ressolana. os Cuscos, sim, sesteiam com um olho aberto e uma orelha levantada.
( esta crônica vai dedicada a João Lemes e Márcio Brasil) 

VAMOS DAR UMA VOLTEADA A PEZITO NO MÁS PELA NOSSA ESTÂNCIA ?