sexta-feira, 24 de outubro de 2014

VOLTOU A LUZ NA PECUÁRIA GESSINGER

Reconheço que fui muito duro nas minhas postagens sobre a falta de luz.
Devo reconhecer, porém, que os estragos foram grandes e que não houve desleixo por  parte da AES SUL.
Também deixo claro que não pedi nada para nós, como tratamento especial e essas coisas. Fui atendido na minha vez.
Espero que logo em seguida todos os produtores tenham luz de volta.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ESTÃO SE MEXENDO OS AGUAPÉS NA UNISTALDA CAMPEIRA


Não vou a ponto de dizer que meu desabafo de ontem foi a causa eficiente do pronto aparecimento da AES sul.  Quem sou eu, um pobre Marquês..., mas que tem na mão um blog que corta fundo.
Vejam o que diz o Blog Unistaldense de Ana Arocha

http://blogunistaldense.blogspot.com.br/

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

UNISTALDA E CAPÃO DO CIPÓ FICAM LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS


FOTO: SIMONE SILVA LIMBERGER
Então é isso.  Para colocarmos pão e carne na mesa dos colas finas somos bem bons. Vem um temporal, termina com nossas casas e galpões, e primeiro vão correndo socorrer os da cidade grande. Está ok, já me disseram que todos os postes caíram e vai levar mais  15 dias para vir a luz  aos que moram no campo. 
Mas na hora de cobrarem as contas temos que pagar. Na verdade as concessionárias deveriam instalar geradores para os pequenos produtores. Para mim não precisa  porque tenho uns trocos para me virar. Mas e os pequenos? as concessionárias gostam do  bônus. E os ônus?
Enquanto isso só agora a grande imprensa da capital descobriu que estamos igual à Alemanha e ao Japão em 1945.
Tá certo, a lesão do Dalessandro é mais importante.
Enquanto isso o povo lava as roupas nas sangas. Ainda bem que são puras e não como esses charcos das cidades grandes.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O HORROR DA DESTRUIÇÃO NA CIDADE DE UNISTALDA

O Blog Unistaldense da professora Ana Arocha publica inúmeras fotos de casas e estabelecimentos destruídos.
Eu estranhei muito que os sites de Santiago e de Unistalda nada quase publicaram logo após a tormenta. É que luz e internet tinham sumido. Acesse o link abaixo e veja com seus olhos

http://blogunistaldense.blogspot.com.br/

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PECUÁRIA GESSINGER -O INICIO DA RECONSTRUÇÃO


Inicio com um abraço fraternal ao maior blogueiro do RGS, o meu amigo Prévidi http://previdi.blogspot.com.br/
que consolou a mim e a toda Unistalda hoje no seu blog, lido por todo mundo em P. alegre , RGS e Brasil.
Para início de conversa , dê-lhe remover árvores caídas e meta-lhe motosserras. Dali desses troncos de árvores caídas  tiraremos  tábuas, guias, tramas,  que nos serão úteis para as tesouras, caibros e cercas.  Também chamamos um eletricista para  urgente reparar a fiação elétrica interna. Já o sequestramos domingo mesmo na casa dele. Sabe como é, boi lerdo bebe água suja.  Colocada fiação nova  ligamos o gerador movido a gasolina. Funcionouuuuuu!
Meta-lhe a funcionar o motor  da bomba do poço artesiano para encher os reservatórios. Rápido plugar os celulares para carregarem as baterias e se poder falar com o mundo. Freezers ligados e os alimentos se salvam.
Já dá para tomar banho e tomar água pura.
Está aqui o Seu Beto que fez casas e reformas para mim. Ele tinha se aposentado porém o tirei do ócio. Esta noite me fornece o orçamento para a gente se reerguer das cinzas. Sei que vem um passaralho voando em direção à minha guaiaca.
Azar do gaiteiro.
 Bãmo que bãmo.

domingo, 19 de outubro de 2014

EN LAS BUENAS Y EN LAS MALAS

Estou muito emocionado com a solidariedade de tantos amigos. Não vou mencionar nenhum, com medo de, nessa atucanação, me olvidar de algum.
Como diz meu amigo Hadler , " o produtor rural é o primeiro a não ter luz, e o último a ter ela de volta".  Claro, primeiro os da cidade. Depois, bem no fim, os que põem o pão na mesa de todos.
Tá ruim, mas tá bom.
Nosso gerador a gasolina não pode funcionar porque a rede elétrica interna foi para o espaço. Mas amanhã ao menos queremos consertar isso. Aí teremos água e a carne dos freezers não estraga. 
Vou lhes dizer uma coisa: meu capataz Luiz César, sua família, e os demais meus colaboradores estão mais tristes do que eu. Já  disse a eles que não é qualquer corcovo que vai nos derrubar do cavalo.
Em no máximo um mês teremos reconstruído tudo.
Enquanto isso, nossos negócios seguem normais, apesar de estarmos peleando só com o toco da adaga.
Quem bom estar cercado de amigos nas boas e nas ruins.

TEMPORAL CAUSA DESTRUIÇÃO EM UNISTALDA E ARRASA GALPÕES, INSTALAÇÕES E CERCAS DA PECUÁRIA GESSINGER





Recebi ainda de madrugada telefonema do meu capataz dando conta de que ventos fortíssimos,como nunca presenciara, destruiram boa parte de nossas instalações na estância.Os eucaliptos e a maior parte das árvores da sede vieram abaixo, caindo sobre galpões e mangueiras. A rede elétrica, com seus postes, foi toda destruída. Nenhuma construção ficou ilesa, sendo quase todas destelhadas. Infelizmente a cabanha de cavalos que ergui com a herança que recebi de minha mãe, ficou completamente destruída. Salvaram-se os cavalos e éguas, apesar de completamente nervosos e apavorados.
Menos mal que ninguém saiu machucado.
Agora um trabalho de quase 20 anos  vai ter que ser recomeçado.
Faz parte.
Não publico todas as fotos por serem chocantes demais. 

sábado, 18 de outubro de 2014

NEGOCIANDO COM ILEGAIS - É ISSO QUE ESTÁ ERRADO!!!!!

DEUS NO CLIC RBS


Moradores da Ilha do Pavão bloquearam os dois sentidos da BR-290, no km 98, após a Ponte do Guaíba, na tarde deste sábado. Por volta das 18h, um grupo interrompeu o sentido Capital - Interior da rodovia. Minutos depois, o sentido Interior - Capital também foi bloqueado.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto ocorre por conta da falta de água e de luz em vilas da Ilha do Pavão. Os manifestantes estavam fechando a via de 15 em 15 minutos, mas por volta das 18h20min, as duas pistas foram totalmente interrompidas.

Motoristas relataram espera de mais de 50 minutos no congestionamento, que se estendia até a ponte do Guaíba por volta das 18h40min.

A Prf está no local negociando a liberação da via.

...................Pergunto -  é mole? . NEGOCIANDO? SÃO POLICIAIS OU NEGOCIANTES ?  RECEBEM OU NÃO PARA EXERCER O PODER DE POLÍCIA ?

ELEIÇÕES - RFEFLEXÕES SABATINAS

Chove a cântaros. Açudes cheios. Ruim para as cidades onde os humanos se aglomeram como amebas. É gente demais no mundo. E não vi nem ouvi ninguém propugnar por uma forte intervenção estatal no sentido de bloquear a maternidade e a paternidade irresponsável. É  tabu e que se rale o gaiteiro. Não se pode falar nisso, é pecado. O final dos tempos será causado pelo Homem, isso é certo. Antes de nossa chegada , há bem poucos milênios, tudo ia no tranquito certo.
Como vocês veem, estou meditabundo, conversando  com minhas flores e com os pássaros, os verdadeiros. Os verdadeiros estão  nos matos e nas praias. Os falsos, os sabiás, estão todos em P. Alegre se deliciando com as CCs dos lixos e da falta de predadores, assim como os pardais. Não há pardais na floresta. Sabiás, só no seu coeficiente eleitoral.
Bueno, o Brasil é um problema. A começar pelo Presidencialismo, " rectius", monarquia virtual, com sua tropa de adesistas interesseiros.
Deixando  isso de lado, Dilma não é Lula. Ambos envelheceram. Visivelmente ela está frágil, apesar de sua tenacidade.
Aécio, ele é o Ronald Reagan tupiniquim, com suas camisas para fora das calças e aquelas duas tochas nos olhos. Putisgrila, o  que me incomoda é um leve ressaibo de Collor no andar e fazer desse jovem senhor.
Meu amigo de tantos anos Tarso Fernando Herz Genro, filho do querido dr. Adelmo Simas Genro, é um cara inatacável. O problema é aquela estrada entre Rosário e São Vicente, passando por Cacequi. Ops,Aquilo que já foi uma estrada. O problema é a rs 287 que vai a Santa Cruz.  O problema é que destruíram o edifício onde mora o Fortunatti e ninguém fez nada. O  problema é a leniência contra a criminalidade.
E aí chega o gringo, em cujas veias correm sangues ladinos há milênios, ladinos , não disse latinos. Ali tem de tudo: gregos, fenícios, romanos, celtas. Tudo cobra criada.
Aí ele vai para a TV com uma calça da fatiota e o casaco de outro terno. Coloca uma gravata petit pois em cima de uma camisa xadrez.
Bingo. Ainda traz a mãe para a frente das câmeras.
Hehehe. Vamos ver no que dá.
Estou como aquele taxista argentino borracho que conheci em La Recoleta: ES TODO MENTIRA!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

PLANTANDO FLORES. a felicidade está nas coisas simples.

Para mi tristeza violeta azul,
Clavelina roja pa' mi pasión,
Y para saber si me corresponde,
Deshojo un blanco manzanillón.
Si me quiere mucho, poquito o nada,
Tranquilo queda mi corazón.
( Violeta Parra)





quinta-feira, 16 de outubro de 2014

TOUROS ANGUS E BRANGUS DA GESSINGER



Este ano fizemos uma experiência   de parceria que resultou bem sucedida com o poderoso grupo pecuário do dr. Armando Garcia de Garcia, através do filho, dr. Francisco e levamos dezenas de touros de dois anos para as pastagens dos Garcia de Garcia. Boa parte foi vendida por lá mesmo. Um lote maravilhoso de 30 voltaram hoje para Unistalda, na nossa estância , onde estão à disposição dos criadores.
Todos conhecem mio mio e estão aptos à reprodução( têm exame andrológico).
Damos financiamento e prazo elástico.Levamos  na sua fazenda.
Fones 055 96659559  e 55 99355703

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

JORNAL NACIONAL CANCELA ENTREVISTAS COM AECIO E DILMA - AINDA BEM

Li a notícia agora no site Terra.
Ainda bem.
Pudera, Bonner e a  Poeta, ambos sempre com caras e bocas, não têm preparo intelectual suficiente para ancorar uma entrevista desse porte.
Verdade:  a maioria dos âncoras, inclusive aqui da Província, ao entrevistarem, fazem a pergunta em 5 minutos e concedem 1 minuto ao entrevistado ou, como já sofri na própria carne, " cortam" intempestivamente , o entrevistado.
As assessorias, pois, de Dilma e Aécio fizeram bem em entesar e exigir que  o tempo da pergunta não seja computado.
Claro que a Globo pulou como capincho pra água.
Além do que Jornal Nacional não é o  melhor programa, em si, para entrevistas.

DIA DO PROFESSOR - REMINISCENCIAS DE IVAN SAUL


Voltei... lá vou eu dar rédeas à prolixidade.

 

Em primeiro lugar, pra incluir na minha lista de colegas Gonzagueanos o Confrade Luiz Augusto Beck, que me escreveu lembrando a rivalidade clássica entre os Galinhas Gordas [nós, do antigo GG, Ginásio Gonzaga] e os Gatos Pelados [eles, do GP - Ginásio Pelotense], posteriormente Colégio Gonzaga e Colégio Municipal Pelotense.

 

Depois, quero dizer pros confrades Rogowski e Hermes Dutra que não fora eu o relapso afirmado anteriormente, não só em relação aos amigos como, também, em dedicação acadêmica, teria estudado somente em  escolas públicas.

 

Acontece que eu 'tomei pau' no Admissão ao Ginásio [que era uma espécie de vestibular entre o 5º ano primário e o 1º ginasial - se houver alguém por aí que seja produto da "reforma do ensino"]. Por vontade da minha mãe e conforto financeiro do meu pai, eu seria 'gato pelado', por conta da minha rejeição fiz um curso de férias - pra não perder o ano - e emplaquei no Gonzaga. Se fosse o caso de ter perdido um ano, teria pego a "reforma" e voltava empatado pois eram 4 os anos de ginásio e 3 os que faltavam pra completar o primeiro grau. Ah, e mais importante, acabou o "exame de admissão".

 

Incomodei um pouco os Irmãos e tomei pau, de novo, na 4ª ginasial, antes que me convidassem à sair, pedi transferência e fui cursar o 1º ano do 2º grau - aí a reforma me alcançou, ou eu à ela - com dependência, no Colégio Diocesano... vejam como sempre fui um bom católico.

 

Com algumas pequenas intercorrências - 1 casamento, 1 filho e alguns empregos - venci o final dos '70 e no início dos '80 voltei ao ensino público na minha querida UFPEL, o meu Illo Tempore.

 

Usei uniformes quase toda vida, sem dúvida o mais ridículo era o 'tapapózinho' branco, fora das calças, com a gravatinha de elástico e um PO bordado na manga, Penico de Ouro, diziam alguns, Colégio Estadual Coronel Pedro Osório, na versão oficial. Até hoje não visto calças azul-marinho ou calço sapatos pretos.

 

Agora, um necessário esclarecimento, tendo sido um aluno relapso, absolutamente nunca faltei com o devido respeito aos meus professores, antes, dei-lhes as costas e voltei no semestre/ano seguinte com a cola entre as pernas.

 

Quando professor nunca enfrentei problemas disciplinares em sala de aula, talvez pela compreensão que tinha e manifestava quanto ao drama pessoal dos alunos, talvez pelo meu temperamento afável.

 

Um dia vou escrever sobre isto tudo, com riqueza de detalhes...

 

Abraços fraternos do Ivan.

SAUDADE DOS MEUS PROFESSORES DO DIREITO DA UFRGS

Se tu, querido leitor, mimosa leitora, estiver meio inquieto/a hoje, então deixem para ler minha  post outra hora.
É que já nasci saudosista e apreciador das galas, das finesses, das cerimônias, dos bons modos e gostos, dos silêncios, das gratidões.
A começar, as salas de aula tinham um estrado.O professor ficava  lá em cima.  Meus professores sempre vinham de terno e gravata. Jamais  algum veio em mangas de camisa ( eta expressão antiga),  claro que de sapatos, jamais  usavam palavras chulas. 
Era um período jurássico.Imagina que a gente tinha estudado filosofia, latim, alguns tinham noções de grego. Acreditam que a gente estudava pelos livros?  que a gente começava a formar sua  própria biblioteca no primeiro ano da faculdade?
Mais: não se horrorizem! Nós tratávamos o professor por Senhor.
Alguns de nós iam de gravata para a aula, mas jamais de bermuda ou tênis.
Estudávamos até nos fins de semana.
Eu reverenciava todos meus professores como semi deuses. E , seguindo seus exemplos fui até mais ou  menos na vida. Entre meus contemporâneos de " illo tempore" saíram excelentes advogados, promotores, juízes, ministros, politicos e operadores do Direito em geral.
E aí? onde quero  chegar?
Nada, nada, só estou muito emotivo hoje.
deleta....

terça-feira, 14 de outubro de 2014

OMNIA MEA MECUM PORTO OU A SAGA DE UMA MULHER QUE SE DEDICA À CULTURA




 

Calma aí minha jovem, a frase acima não tem nada com algum porto, nem  é título de um samba-enredo.

Portare, trazer,  ter consigo.

  Bias, o filósofo, um dos sete sábios da Grécia, respondendo aos que se admiravam que, ante ameaças, não se preocupava em  partir da cidade levando todas as suas riquezas,simplesmente disse: “ OMNIA MEA MECUM PORTO”  Bias queria assim significar que não possuia outros tesouros além do seu saber. Tudo o que tenho, levo comigo.

É isso: na verdade nós só seremos lembrados, depois da morte, pelo nosso saber, pela correção ou incorreção com que nos houvemos.

Um amigo meu me disse que não tinha medo do exílio. Falou-me que, com uma chave de fenda no bolso, não passaria fome, pois era um exímio mecânico.

Eis o valor de uma pessoa: não valer pelo seu dinheiro, mas sim por sua sabedoria, seu conhecimento.

Lissi Bender é mais uma joia rara da constelação de Santa Cruz.  Mal compreendida por alguns, tenta, como um passarinho que leva água no bico, apagar o fogo na floresta, ateado por ressentidos, que são contra a cultura, esses mesmos que aplaudem a destruição que falsos e equivocados nacionalistas fizeram com a língua alemã no Sul do Brasil.Os mesmos que puseram fogo em bibliotecas, os mesmos que abominam a música erudita. Os que, se pudessem, destruiriam as  obras gregas e latinas só por estarem em desuso. Esses mesmos que , no curso de Direito, dispensam o ensino da Filosofia do Direito ou da História do Direito.

Mas Lissi é humilde, meiga,  respeitada em todos os meios culturais sérios.

A renomada professora da Unisc, lança um novo e precioso livro. A região de colonização alemã produziu  um fenômeno encontradiço em tantas latitudes, qual seja o uso concomitante de duas ou mais línguas. Infelizmente decisões governamentais equivocadas, na época da 2ª. Guerra Mundial, proibiram o uso da língua alemã em nosso país. Mesmo assim, a brasa restou acesa entre as cinzas. Lissi, com sua tenacidade, procura ajudar a perpetuar esse inestimável tesouro . A obra de Lissi é um percuciente trabalho de resgate e pesquisa,  consulta obrigatória para quem queira saber parte  da verdadeira História do nossa Estado e do Brasil.

Meus parabéns a essa mulher sensível mas batalhadora. As futuras gerações agradecerão ela haver ajudado a perenizar parte da nossa História.